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Tic...tac...

Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e, embora a vida segue, o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo, absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam, te falta o ar, some sua voz... assim no meio do dia, ou em uma noite vazia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia que você não consegue olhar pra ela e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos...  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue as conter.  E você lembra e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo em um horizonte que n
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Sobre Spam e Publicidade

Recentemente eu estava “fazendo uma limpa” na minha caixa de entrada e pensei na quantidade de e-mails que eu recebo diariamente. São muitos minha gente! A maioria deles eu não faço ideia de onde veio, alguns, bastou eu comprar uma vez em determinada loja e voila, ganhei um passaporte para receber oito / dez e-mails por dia. (Se alguém da Fast Shop ou da Shein estiver ai…. ) Fazendo este exercício eu apliquei muitos filtros que mandam todos esses “e-mails intrusos” para a lixeira automaticamente, alguns mandei para o spam, pedi o cancelamento de várias e várias listas, algumas que eu havia me cadastrado, mas não entrega conteúdo, outras que não sei de onde veio…  No fim eu percebi uma coisa interessante: dos inúmeros e-mais que recebo diáriamente, somente 02 (isso mesmo DOIS) eu leio. Ambos chegam a cada quinze / vinte dias! Isso me beirou ao absurdo! De quem foi a ideia de mandar tanta informação inutil assim? Para que as pessoas estão gastando horrores em e-mail marketing? Será que o

Os livros que li em 2020

  A literatura, para mim, é um mundo à parte. Lembro, desde pequena, que usava os livros para fugir da realidade, muitas vezes confundindo  a própria realidade com as histórias que lia. Eu nunca fui apegada às ditas “leituras inteligentes”, gosto mesmo é de mergulhar no imaginário e construir mundos paralelos com cada personagem. Alguns intensos, outros mais rasos, acredito nos relacionamentos que criamos com os livros. Costumo dizer que sempre extraio algo de cada leitura, mesmo que esse algo não seja, necessariamente, positivo.  Que 2020 foi um ano atípico, todo mundo sabe. Cada um de nós tentamos lidar com os fatos à nossa maneira e criamos escapismos para suportarmos a pressão, vinda de todos os lados. Para mim, a leitura foi esse ponto de impacto. Excluindo todo o tempo que levava no trânsito, para ir e vir do trabalho, além do tempo gasto para “arrumar” para o trabalho, sobrou algum tempo extra e mais livros entraram em minha rotina.  Ao todo eu li 26 livros (incluindo alguns que

Como uma nuvem de tristeza...

Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e,  embora a vida segue,  o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo,  absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam,  te falta o ar,  some sua voz...  assim no meio do dia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido  explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia  que você não consegue olhar pra ela  e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido  explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue conter. E você lembra,  e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar  é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo  em um horizonte que não reflete mais a direção do seu olhar... Entã

Como um ruflar de asas

É estranho como o tempo e as coisas mudam... ou nem tão estranho assim. Já é agosto e eu nem vi. A sensação é que os dias estão passando, se acumulando junto as tarefas mal acabadas dando a falsa ideia de estar fazendo algo.Mas a verdade é que não estamos. Não estamos sequer vivendo.  Já é agosto e, pela primeira vez em anos, eu não vi um ipê florir. Será que finalmente estou te deixando partir? E o que eu faço com esse vazio que permanece... permanece em cada respirar, em cada olhar. O céu azul, tingido do amarelo quente do fim do inverno me lembra seus olhos. Eu sei... eu sei... seus olhos não eram azuis, mas havia tanta luz que iluminava minha vida inteira. Por anos eu me guiei por seu olhar e agora, é só escuridão e morte. Uma morte que vem de dentro e leva tudo a sua volta, porque sejamos sinceros... nada mais fez sentido. Nada mais foi como antes. Nada mais...  Já é agosto. Os ipês já floriram e agora vão indo... pétala a pétala como um ruflar de asas em um céu azul que me lembra

Nada mais foi como antes

É isso, um pouco de conforto e acostumar com o novo teclado. Nada mais... deixar as palavras fluírem através dos dedos. Acho que já perdi o jeito, não sei mais como lidar com as coisas que ocorrem na minha cabeça. Como se os dedos estivessem enferrujados e não importa mais a caneta que eu use. As palavras não vem.  Houve um tempo em que escrever, para mim, era como praticar magia. Eu fechava os olhos e rapidamente tudo estava lá, dançando em minha mente e esperando por uma folha em branco. Era bom, me sentia capaz de transformar qualquer coisa em realidade. Hoje me sinto só. Vagando pelo vazio das notas não preenchidas e do silêncio que envolve a nuance dos meus próprios sentimentos. Eu poderia jurar que ninguém é capaz de me entender. Nem mesmo eu.  É como se os dias se passassem todos iguais e eu vejo as pessoas tentando alcançar alguma coisa.. Traço planos cada vez mais complexos para percorrer e ter um motivo para simplesmente não desistir, mas de repente eu paro no mei

La Solitudne

Por muito tempo fiquei sem ouvir as canções que me lembram você Por medo, ou por covardia, não sei dizer Mas deixei o silêncio me roubar a melodia Esperando que você voltasse para essas notas vazias Por muitas horas eu chorei te procurando Enquanto um a um dos versos foram passando E trazendo em cada acorde a saudade  E os sonhos mesclados com a realidade E em cada tom, em cada sintonia Milhões de cores explodiam dentro de mim Não sei se foi real ou euforia Imaginei que você estivesse aqui Fechei meus olhos temendo te perder Por um momento quase ousei acreditar Que outra vez poderia ver você E ver meus olhos refletidos em seu olhar Mas o vento levou a canção E com ela o encantamento Ficaram as fotos espalhadas pelo chão E sua voz ecoando pelo tempo

O Construtor de Pontes - Markus Zusak

O Construtor de Pontes... este é o nome do livro que eu levei quase 2 meses para ler. Quando saiu o livro, logo comprei, porque eu gosto do autor, Markus Zusak, porque a capa é linda e porque, intimamente, associei aos outros dois livros de Zusak que li, A Menina que Roubava Livros e Eu Sou o Mensageiro. E você deve estar pensando: se eu queria o livro, porque demorei tanto para ler suas poucas 528 páginas? Isto é simples: eu não queria acabar!  A história é contada por um dos intrigantes "garotos Dumbar" em primeira pessoa, mas é sobre outro, dos cinco irmãos. É sobre amor, é sobre morte, é sobre vida... Zusak tem esse jeito de escrever que contagia, um dom de contar uma história inteira, seja triste ou não, cantando, declamando uma poesia, sussurrando página a página em nosso ouvido de uma forma que nem é preciso muito para imaginar toda a cena, com os mínimos detalhes, as cores, os cheiros, os sabores. Zusak tem esse jeito dramático, tenso e arrebatador de falar