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Mostrando postagens de Julho, 2010

Sem Rumo

Minha vida não é mais a mesma... Eu tenho andado na rua feito um zumbi... Tudo está sem sentido parece que cada dia que passa a dor consome mais violentamente dentro do peito... Tenho deixado de ser eu mesma, pra ser apenas o que restou de mim... Me perco novamente... Sem rumo! E onde estão todos os meus amigos? Será que não vêem que o vento arde em meu rosto e que já não consigo olhar em direção ao sol? Não! Não vêem, porque na verdade ninguém se importa com silêncio insuportável aos meus ouvidos e a única voz que poderia me libertar, se cala no infinito... Se cala nos sons inconstantes da vida que tento reencontrar... Eu só queria voltar a ser eu mesma, a rir com sarcasmo das "coisas da vida" a estar sempre pronta pra qualquer situação. Queria voltar a ter um coração quente habitando meu peito... Queria ter ele lá me esperando quando eu ficasse sem rumo e ele me pegava pela mão e me conduzia de volta ao caminho... O que fazer agora? Se eu não sei volta

Lembranças

Sinto teu cheiro no vento e abro os olhos para te encontrar mas você já não está aqui... E eu fecho os olhos novamente, ouço as canções que me lembram você lembro de quando podia encontrar seu olhar e quando você vinha correndo pra mim... Lembranças que machucam levam um pedaço de mim. Viajo por horas e horas nas letras perdidas que não dizem nada só repetem a mesma história pelas ruas escuras da cidade... A noite está fria hoje e o vento sopra nos jardins sem flores sonhos que se perdem planos despedaçados, jogados pelo chão... É só a saudade agora que me leva até você e me faz sentir a falta... É só a saudade agora e lembranças penduradas nas paredes que não preenchem o vazio que ficou quando você resolveu partir...

Incondicional

Eu queria te sentir mais uma vez Olhar em teus olhos Ouvir você dizer coisas que Faziam-me sorrir... Vem, Renasce o horizonte para mim. Vem, Faz-me correr contra ao vento para te encontrar Desde que você se foi Meus sonhos se perderam E não há mais para onde ir Se você não está mais em nenhum lugar. Você foi o sonho Mais lindo que pude sonhar A estrela que mais brilhou Em meus olhos. Vem, Quero sentir você mais uma vez. Vem, Diz que não vai mais sair de perto de mim. Ouça minha canção Que te diz em silêncio O que as palavras Jamais saberiam expressar... Eu queria que Pudesse me ouvir Enquanto ando por essa rua deserta E você não está mais aqui... Vem logo para mim E ouça: Eu te amo "Te amo"! Ainda de sinto aqui Nas letras dessa canção...

Amigo Virtual

Cada dia que se passa me surpreendo com suas palavras suaves e seu jeito meigo dizendo tudo o que sinto... As letras são todas iguais mas a timidez por trás das teclas me encanta me acalma! Estás sempre pronto a ouvir meus desencantos meus lamentos enviando sorrisos disfarçados de letrinhas. Entrou na minha vida por acaso com apenas um click compartilhando coincidências tristes momentos de solidão e euforia. Adoro ver que estás sempre aqui mostrando que a mesma tela que nos separa é também a que nos une e não é preciso olhar nos seus olhos para saber que é real... As confissões, as piadas, os conselhos te faz mais que um simples amigo e não importa o quanto estamos longe também existe anjos virtuais!

Saudade

Saudade é quando dói no peito o que as palavras não sabem dizer  é quando o sol se põe ao meio dia e a noite de lua cheia fica sombria e fosca  Saudade é quando olhamos para o horizonte procurando o caminho  e só enxergamos o vazio  e todas as direções se bifurcam na mesma estrada  e na garganta sufocam as palavras que ficaram por dizer, sufoca o silêncio que permanece...  Saudade é olhar para o céu e não encontrar mais estrelas  e todos os dias se tornarem cinzas, mesmo sem chuva.  Saudade é olhar em todas as direções procurando uma só resposta  sem entender que, o que não existe é a pergunta certa  é sentir na brisa o perfume do que ficou em mim  é me perder dentro de mim mesma procurando pelo único olhar  que não encontrarei mais...

Reflexos

De repente tudo muda de lugar E o vento sopra sem direção, encontrando um horizonte vazio. As luzes da cidade refletem um olhar perdido A noite está sombria... Ruas sujas, cantos sórdidos, Crianças fantasiadas de mulher brincam nas esquinas Em perigo, Sem sentido... E os passos lentos não encontram o destino E se perde em desatino Enquanto a noite adentra misteriosamente pela madrugada Deixando os relapsos do dia cinza, Consumindo tudo o que se vê pela frente Em lembranças E pensamentos vãos. E os passos se perdem na caminhada Por becos e caminhos desconhecidos. Pessoas e máscaras correndo na direção oposta Ao vento, Ao tempo, Aos momentos que se bifurcam na estrada. Sem respostas Em silêncio...

Portas

É o silêncio que fica quando todos resolvem ir embora batendo as portas que não se abrirão mais...

Manhãs

Inspirações súbitas me maltratam Meu corpo sente os reflexos desse dia cinza, Que amanheceu vazio em meus pensamentos. O vento sopra uma brisa violenta, com cheiro de morte e desprezo. Não é o sol que faz falta, mas o rio que vem de dentro que corre para um mar desconhecido. Palavras sem sentido... Invento canções sobre o tempo Que passa rápido por aqui Deixando vestígios e páginas em branco. Já não sei o que dizer, já não faz parte de mim E essa manha que amanhece sem cor E sem sons Me leva ao recôndito de silêncio profundo Que se joga inconstante ao abismo De pensamentos vãos E lembranças perdidas.

Nem Mais Igual

Então... Eu vejo a vida pela janela e nada é como eu pensei que fosse o céu não é tão azul, nem o sol tão amarelo... Ou são meus olhos que estão cinza? As coisas mudam de lugar e, não mais que de repente os pássaros param de cantar e tudo perde a beleza e a sintonia. Há uma angústia no peito que sufoca a voz, no telefone, não satisfaz e um medo voraz e sedutor, domina. O silêncio é quase doente e as palavras instigam solidão, na confusão que misturam os sentimentos vazios e lembranças antigas que se desfazem na mente... Nada é igual e nem mais igual... e o tempo está passando assustador!

Despedida

A vida me roubou o que havia de mais belo em mim,  O motivo que me fazia querer viver, O sorriso mais sincero,  O carinho mais inocente O amor incondicional... Sim, estou me consumindo em uma dor silenciosa,  Lenta e quieta que me sufoca em cada lembrança...  E nada do que eu faça me levará novamente ao aconchego Daquele abraço que secretamente me roubava suspiro, Nas noites quentes Ou nos dias frios...  É a primeira vez que olho para o oeste  E não vejo mais o horizonte  E ainda chove...  O que havia de belo em mim ficou na estrada vazia,  Nas esquinas sombrias,  Nos cantos sórdidos  E agora São os jardins sem flores que ensaiam a despedida,  Eterna...

Sozinha

Eu estou me sentindo sozinha, mesmo com uma multidão por aqui. Já senti isso tantas vezes que até reconheço o aperto no peito, os olhos vazios. As mãos que insistem em compor navegam pelas letras picadas, que não fazem mais sentido e, há algum tempo já não há sentido mesmo nessas palavras repetidas, o silêncio do lado de dentro permanece... As brumas da manhã inventam paisagens novas, onde havia um horizonte solitário permanece o vazio, como dentro de mim, que está frio. Paisagens não trazem a beleza dos pássaros e sim piados mórbidos de uma manhã gelada. Sinto a brisa sobre mim, sinto a vida do lado de fora. Algo se quebra diante dos meus olhos foscos, passo a ver os sonhos em cacos despedaçados pelo orgulho que sobrevive e sufoca na garganta. O olhar turvo se perde mais uma vez, mas eu insisto em procurar, persisto em prosseguir. É só mais um sonho que se parte de mim, já me acostumei com o vazio dentro do peito e, não há porque voltar aqui. Eu olho em volta e os pensamentos