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Sobre: Portas que permanecem abertas

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Eu tenho pensado em tanta coisa que nem sei explicar, minha cabeça fervilha em ideias, lembranças e ficções, misturando o passando com projeções imaginárias de um futuro irreal e inexistente. É difícil quando a gente não se conecta com os próprios pensamentos e tudo a nossa volta parece não ter sentido algum. Eu me sinto assim, desconexa, querendo fugir para algum lugar que eu nem sei onde é, sempre caminhando paralelamente à um abismo e esperando um tropeço ou um desvio para que eu possa cair nesse profundo de silêncio. Eu fecho os olhos e sinto uma dor tão profunda e agonizante que dá vontade de gritar. O vento fraco que entra pela janela trás um perfume suave e as poucas estrelas que consigo ver daqui refletem um desejo de me entregar ao infinito. Desconheço o caminho que estou seguindo. Algo em mim insiste em dizer que estou apenas tentando me encontrar, descobrir quem eu sou de verdade, quem eu posso ser, quais as coisas que eu gostaria de levar comigo em minhas jornadas e quais ...

Sobre: Criar expectativas de mais

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Houve um dia desses que acordei e vi que eu não reconhecia nada em minha vida, tudo o que eu acreditava, esperava, queria estava vinculado a algo que tinha ruído. Uma sensação de perda e desespero batia forte em meu peito me sufocando de uma forma incomum, porque além da decepção eu me senti completamente perdida e vazia. Perder algo que a gente acredita possuir pode ser uma ruína tão completa que destrói de uma só vez todas as estruturas que construi até aqui. É triste e muito dolorido quando temos nossa verdade arrancada de nós de uma forma violenta. A verdade é que criamos tantas expectativas que demora muito para gente entender que a decepção nada mais é que um reflexo de nós mesmos. Um dia eu tinha todas as certezas, todas as perguntas respondidas, toda a segurança de que estava tudo “nos trilhos” e no outro não tinha mais nada e tudo o que acreditava e toda expectativa que criei e tudo que eu esperava estava estraçalhado diante de mim. Um sentimento de dor intensa permanece dentr...

Sobre: Escrevendo coisas novas no blog

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Por muitos anos este blog foi um ponto de apoio pra mim. Eu escrevo nele desde 2010, mas na verdade eu tinha outros blogs desde um pouco antes que se perderam por aí. Escrever era muito além de um hobby, aqui nas longas postagens ou simplesmente numa frase qualquer há muito de mim. Histórias reais que vivi, estórias que inventei, sonhos que sonhei e dores que senti. Seja em forma de poesia ou de texto, eu passei pelos piores momentos da minha vida com um computador na mão transformando o que estava em mim em palavras e me deixando fluir em cada linha. Perder esse hábito de escrever, ou deixar que a vida sufocasse isso também, me deixa triste, pois era uma parte de mim que gostava de ter, falar sobre tudo, como se meu pc pudesse me ouvir e me consolar com minhas próprias palavras. Apesar de ter vivido tempos sombrios, eu encontrei nas palavras uma forma de sobreviver a mim mesma. De uma forma ou de outra, cheguei até aqui deixando um legado que fez parte do meu caminho. E agora eu quero...

Fim…

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Qual é o limite entre insistir e desistir? Eu tenho insistido… há anos, mas estou cansada.  Eu sei que muitos vão pensar que estou querendo aparecer, não julgo. Eu tenho pedido ajuda mas ninguém me ouve. Eu não desisti no primeiro tombo, sabe! Eu não desisti na primeira vez. Eu levantei a cabeça várias vezes, em frangalhos, mal me aguentando… eu levantei. Eu já quis desistir várias vezes, eu tentei desistir, mas ai me levantei outra vez… e mais outra…  Mas agora eu não vejo como, eu não vejo porquê! Já ficou muita coisa pra traz e não tenho mais nada por quem lutar.  Eu me levantei todas as vezes, sozinha… agora eu quero desistir, de verdade. Eu não tenho mais motivo pra continuar. Já perdi tudo que se poderia perder. Me chame de tudo, mas não me chame de fraca, por favor! Mesmo sozinha eu cheguei até aqui, mesmo apanhando forte da vida eu fui seguindo, caindo, levantando…  Eu até tentei … eu juro eu tentei falar que dessa vez eu não consigo só. Eu procurei ajuda, ma...

Sobre Spam e Publicidade

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Recentemente eu estava “fazendo uma limpa” na minha caixa de entrada e pensei na quantidade de e-mails que eu recebo diariamente. São muitos minha gente! A maioria deles eu não faço ideia de onde veio, alguns, bastou eu comprar uma vez em determinada loja e voila, ganhei um passaporte para receber oito / dez e-mails por dia. (Se alguém da Fast Shop ou da Shein estiver ai…. ) Fazendo este exercício eu apliquei muitos filtros que mandam todos esses “e-mails intrusos” para a lixeira automaticamente, alguns mandei para o spam, pedi o cancelamento de várias e várias listas, algumas que eu havia me cadastrado, mas não entrega conteúdo, outras que não sei de onde veio…  No fim eu percebi uma coisa interessante: dos inúmeros e-mais que recebo diáriamente, somente 02 (isso mesmo DOIS) eu leio. Ambos chegam a cada quinze / vinte dias! Isso me beirou ao absurdo! De quem foi a ideia de mandar tanta informação inutil assim? Para que as pessoas estão gastando horrores em e-mail marketing? Será q...

Caos

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O mundo está perdido. Invertido tudo fora do lugar, um caos! Caos: ultimamente essa palavra tem dançado em minha mente, aparecido em meus sonhos, navegando errante pra lá e pra cá pelos meus lábios e meus dedos. Talvez por ser uma palavra bem curtinha que explica tudo ao mesmo tempo que não explica nada. O caos tem feito parte de tudo e tudo está um caos. E a mera tentativa de explicar isso descarrilha o trem desgovernado da vida que segue sem destino. As vezes eu penso em parar esse trem! Essa ideia vaga e imprecisa brinca com minha realidade há tempos, como uma ideia fixa, sussurrando a melodia do flautista. Uma ideia fixa, um trem desgovernado e o caos… Embora pareça a receita de um desastre, o mundo ia continuar, se o trem parasse de repente. O sol iria nascer e outros tantos trens caóticos seguiriam sua dança desconexa e ao mesmo tempo perfeitamente sincronizada da vida. Mas pra mim, seria então paz e o silencioso abraço da calmaria.

Por hoje é só um desabafo!

Quando li uma mensagem incomum do trabalho, antes das 8h da manhã já pensei “boa coisa não é” e, considerando que fiquei trabalhando até mais de meia noite, já peguei um café forte e fui ver “que m#rd@ eu tinha feito”. Inocente, não juntei uma coisa na outra quando meu acesso deu bloqueado na máquina de trabalho… mas foi assim que fiquei sabendo do meu desligamento do projeto que me dediquei nos quase dois anos passados. Foi exatamente assim, com um acesso bloqueado… Eu ouvi a explicação, suavizada e calma, de um dos profissionais que mais admiro atualmente e não conseguia deixar de pensar “Poxa! Eu trabalhei até mais de meia noite, não poderia ter rolado um rápido "você tá fora” ontem?" (Ah! e trabalhei até mais de meia noite, porque a infra é melhor quando todo mundo vai embora, então fica menos doloroso para os builds intermináveis do projeto). Mas tudo bem… tudo bem porque eu achava que sabia o motivo. E eu respeito. Eu sou uma pessoa insuportável, intragável, difícil! So...