Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2017

Destaque

Tic...tac...

Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e, embora a vida segue, o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo, absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam, te falta o ar, some sua voz... assim no meio do dia, ou em uma noite vazia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia que você não consegue olhar pra ela e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos...  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue as conter.  E você lembra e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo em um horizonte que n

Sobre amizades, rede sociais e necessidade de aceitação

O tempo passa e vamos percebendo o que realmente é importante e o que é superficial. Lembro que, nos anos dourados do Orkut eu tinha mais de 2 mil conexões. Embora falasse com muitos deles, a grande maioria eram apenas conexões... hoje, com o Facebook, meus contatos não chegam a 200 pessoas e, ainda assim, eu não falo com todos eles.  O pesquisador e cientista Robin Dunbar divulgou um estudo que diz que conseguimos manter uma relação social com apenas 150 pessoas e dessas, apenas 5 são amigos verdadeiros. Todos nós notamos que temos maior afinidade com uns e com outros em tempos diferentes né? Mesmo que temos uma lista de afetos que excede cinco pessoas, se analisarmos nosso comportamento, é bem natural que ora temos um ‘melhor’ amigo, ora temos outro. Facilmente podemos constatar a realidade do estudo feito por Dunbar, estreitando nossos relacionamentos em uma camada interpessoal muito fina e seletiva.  Ainda assim, o nível de ‘sociabilidade’ das pessoas ainda é medido p

Armadilhas do Linkedin na busca de emprego

Estamos vivendo uma era que beira o desespero. Segundo o IBGE, ao findar julho deste ano, havia 26.5 milhões de pessoas desempregadas no país. Embora, ainda segundo o órgão, esse número tenha caído em relação ao mesmo período de 2016, a pesquisa mostrou que a qualidade de vida dos empregados atuais também caiu. Isso me faz pensar e, até mesmo, entender algumas reações que tenho observado continuamente. Como usuária ativa e adepta da plataforma Linkedin, percebi que no último ano a quantidade de postagens na rede aumentou muito, mas, infelizmente em contrapartida, a qualidade diminuiu exponencialmente. Hoje observo o quanto as pessoas são capazes de aproveitar da ‘desgraça’ alheia para conseguir seus 15 minutos de fama. Óbvio, não cabe generalizações aqui. Algumas pessoas realmente tem o intuito de ajudar o próximo, contar experiências e compartilhar conhecimento, mas alguns nomes que surgiram atualmente já mostraram suas “garrinhas” depois de um ou dois meses de postagens periód