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Mostrando postagens de Maio, 2011

Destaque

Tic...tac...

Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e, embora a vida segue, o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo, absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam, te falta o ar, some sua voz... assim no meio do dia, ou em uma noite vazia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia que você não consegue olhar pra ela e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos...  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue as conter.  E você lembra e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo em um horizonte que n

Sem Palavras

Hoje não tenho palavras para o que o coração deseja falar. Talvez as palavras se percam no abismo entre os olhares que não se tocam mais, que se projetam em direções tão distintas que até mesmo o coração cego pelo amor consegue enxergar o vazio que nos separa e sentir o frio do seu abraço que um dia já me acalentou como se nos braços de um anjo eu repousasse, mas hoje me congela até a profundidade da minha alma...

Sobre o amor

"Ame como se ama o amor"... já dizia o poeta... E eu não sei se é só impressão minha, mas muito tem se falado sobre o amor. Eu paro e me pergunto? "O que seria o amor?" Diante dessa pergunta, não posso deixar de notar que o amor, vem ganhando muitos rótulos, títulos e especulações. O amor está sendo banalizado, tudo virou amor e o amor virou tudo. Nem os poetas contemporâneos conseguem descrever o atual status do amor em suas poesias ou canções, a simplicidade do amor já não interessa a sociedade, todos estão sedentos, procurando por aquilo que irão satisfazer a ânsia de desvendar o amor. Hoje todo mundo "ama" fácil de mais, e "desama" mais fácil ainda. Como se o amor fosse um instrumento qualquer que se pode manipular, será esse um avanço da humanidade? Antes, via-se claramente nos poemas, o amor estampado nos versos, via-se que se tratava de algo duradouro, sincero... hoje, não existe mais isso... ou, pelo menos, eu não consigo mais enxerg