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Tic...tac...

Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e, embora a vida segue, o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo, absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam, te falta o ar, some sua voz... assim no meio do dia, ou em uma noite vazia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia que você não consegue olhar pra ela e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos...  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue as conter.  E você lembra e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo em um horizonte que n

Por hoje é só um desabafo!

Quando li uma mensagem incomum do trabalho, antes das 8h da manhã já pensei “boa coisa não é” e, considerando que fiquei trabalhando até mais de meia noite, já peguei um café forte e fui ver “que m#rd@ eu tinha feito”. Inocente, não juntei uma coisa na outra quando meu acesso deu bloqueado na máquina de trabalho… mas foi assim que fiquei sabendo do meu desligamento do projeto que me dediquei nos quase dois anos passados. Foi exatamente assim, com um acesso bloqueado…

Eu ouvi a explicação, suavizada e calma, de um dos profissionais que mais admiro atualmente e não conseguia deixar de pensar “Poxa! Eu trabalhei até mais de meia noite, não poderia ter rolado um rápido "você tá fora” ontem?" (Ah! e trabalhei até mais de meia noite, porque a infra é melhor quando todo mundo vai embora, então fica menos doloroso para os builds intermináveis do projeto).

Mas tudo bem… tudo bem porque eu achava que sabia o motivo. E eu respeito.

Eu sou uma pessoa insuportável, intragável, difícil! Sou alguém que não me calo pra hierarquia e não meço as palavras nem com a diretoria, não baixo a bola, tenho uma auto confiança fora do comum de que faço as coisas bem feitas e tenho a noção de assumir meus erros e corrigir rápido, não fico procurando culpados… mas não sou tolerante com erro dos outros. Sim, isso é terrível, eu sei! Principalmente se esses erros são recorrentes por meses e meses… eu tenho plena consciência dos meus defeitos e poucos dias atrás em um desabafo ou em um momento de plena frustração eu mandei um email expondo alguns problemas para as pessoas envolvidas na situação… É! Eu pensei, a consequência. Então estava tudo bem, o "descarte" do projeto foi uma consequência dos meus atos e, apesar do projeto ser de uma das empresas que mais estampa em seu marketing de RH a ilusão de “cuidar” das pessoas e de um ambiente aberto e seguro e todo esse papo de RH, eu ainda pensei com respeito que eles estão no pleno direito de reagir a minha ação… e estava tudo bem…

De todos esses meus defeitos, uma coisa que ninguém pode me acusar é de querer que as pessoas, sejam elas quem forem, adivinhem meus pensamentos. Eu sempre falo, eu sempre levanto minhas satisfações e insatisfações, eu falo cara a cara seja com quem for e mesmo que isso soe desconfortável, eu prefiro ter a certeza de deixar as coisas às claras, porque é exigir demais que o outro adivinhe e interprete as coisas sem que eu as diga. O que eu não esperava, e aqui entra minha indignação e sensação de “jogo sujo” é que a detentora do projeto teria coragem de dizer que estava me desligando por "adaptação ao novo formato de trabalho ágil em conjunto com questões de desempenho e feedback"… isso me magoou de uma forma que em todo meu tempo de carreira eu não havia sentido. Não porque me acho “foda” ou melhor que alguém, mas porque, eu sempre me entreguei com dedicação e comprometimento à tudo que eu fiz, às minhas tarefas e às de colegas. Porque eu sempre colaborei para que todos à minha volta tivessem meios e conhecimento para executar seu trabalho, porque, ao contrário da empresa, nos últimos dois anos eu sempre levantei, apontei , documentei não só os processos mas as falhas deles e os motivos porque muitos deles não funcionam. Eu sempre estive disponível, seja para entregas com prazos apertados, seja para correções de problemas. Eu me empenhei em aprender duas tecnologias totalmente novas só para atender a deficiência do projeto e não só aprendi como me saí bem nelas, considerando o pouco tempo para começar a produzir. E ainda, eu posso não ter aprendido a lidar e gerenciar um time, eu sei e confesso que lidar com pessoas é uma deficiência pra mim, mas eu dei o meu melhor quando foi centralizado mais de 30 pessoas sob minha "liderança" (quando as minhas squads (sim no plural) ficaram sem nenhuma referência técnica, tanto mobile, quanto back-end), em meio a várias mudanças de processos e gestores, mesmo não sabendo como lidar com isso eu estava lá para conduzir e ajudar encontrar todas as pessoas que de fato poderiam lidar com as dores de cada um… e quando me propuseram a tornar essa liderança oficial, eu rejeitei, porque na mesma semana em que foi contratado um líder, homem, do mercado, as pessoas me pediram para submeter a um teste prático, que iriam formular para mim, nem existia o tal teste ainda, para me candidatar à função que eu estava há quase um ano desempenhando, sim.. eu não quis… então segui desempenhando extra oficialmente mesmo… mas com todos os problemas que, mais uma vez, eu reconheço ter, principalmente no lado gerencial, eu ainda estava lá, cuidando da equipe enquanto a empresa seguia brincando de dança das cadeiras, tirando e colocando gestores a cada mês, trazendo agilistas e PO's que não tinham a menor noção dos produtos das squads nem de como funcionava os processos e as tecnologias usadas… E com tudo isso, com áreas e tecnologias novas que eu estava descobrindo e aprendendo, eu consegui a confiança da minha equipe, documentei a maior parte dos processos do time mobile, criei workshops para ensinar o que eu sabia e nivelar o time tanto em assuntos de TI quanto de negócio, levantei problemas em áreas de analytics e design e ajudei a pensar em soluções práticas para mitigá-los, ainda assim, eu tive o índice de comit, pull request e code review acima da média do repositório.

Eu concordo que eu não dou a mínima para processos de agilidade que engessam e esgotam a paciência com reuniões infundadas e discussões sem sentido. Confesso que ignoro totalmente e reviro os olhos quando entram o pessoal da agilidade pra falar que "não pode voltar o card". Confesso que quando querem que sejam feitos desenvolvimento de forma linear e "quebradinha" eu dou risada. Confesso que nem aqui nem em nenhum lugar dou a mínima pra boards e métricas de arrastar card de uma coluna para outra, isso não me interessa nem um pouco (mas também confesso que quando tivemos uma agilista que nos compreendia mais do que impunha as regras, eu me abri para experimentar e dei um voto para isso, pena que durou pouco). Confesso que tenho preguiça de gente que quer impor coisas de "suas experiências anteriores" sem entender o contexto atual. Confesso que em em 2021 quando não tinha uma rede interna completamente instável, agilistas enchendo o saco por causa de board e PO que não impedia demandas completamente prontas, subimos 5 produtos em tempo recorde e chamamos a atenção inclusive da concorrência e, em 2022 a gente não conseguia entregar nada (na squad, porque de estrutura e melhoria entregamos, além de apoiar outras squads em várias demandas), só firula e propaganda. Confesso que eu fiquei sim chateada em ver que uma equipe de sucesso foi taxada de "não desempenha", mesmo a gente levantando todos os impedimentos, todos os problemas, apontando a insatisfação com o processo mal feito de agilidade e as regras da agilista (que tirava da gente até o direito de errar) e a falta de conhecimento da P.O que, parece não ter se tocado que mudou de empresa, com gerentes que entrava nas dailys, mas não era capaz de dar bom dia. Deu para perceber para que servem as "retros", para marcar e taxar quem não concorda com os processos e usar isso como um mero "não se adapta" e descartar as pessoas, porque coincidencia ou não, somente o nome de quem levantou os problemas dessa agilidade fajunta é que foram expostos. Confesso que eu sou complicada e de forma alguma eu estaria escrevendo textão se me dissessem que "estou te tirando do projeto porque você é um saco!" … mas ao dizer, para os outros, porque pra mim não disse nada, que está me tirando por desempenho, aí me pega no pessoal sim, porque não é honesto e nem sincero. Porque é algo que pode ser comprovado e metrificado de verdade e não por "quantas vezes eu arrastei card no jira", porque aí tira toda a parte do humano e me coloca somente como recurso.

Então, não fui desligada do projeto por desempenho, nem por feedbacks, porque da detentora do projeto eu não tive nenhum feedback desde que entrei. Ao contrário de mim que dei vários e vários feedbacks ao longo desse período, eu sei, não foram ditos da melhor forma, mas foram ditos e foram ditos com clareza… Não! Não teve nada a ver com desempenho, mas sim porque eu não me deixo controlar, porque ninguém dita coisas sem sentido pra mim, porque quando a demanda é uma porcaria eu não tenho medo de dizer e quando a agilista não sabe o que está fazendo também não. Quando o P.O trás ideias absurdas que não se encaixa no que fazemos eu falo pra ir procurar saber primeiro, e muitas das vezes eu até ensino, mas eu também não me sinto obrigada a ter empatia e carisma com todo mundo o tempo todo. E sim! Eu já estava cansada e nem por isso eu descartei o projeto e deixei ninguém "na mão". Eu me orgulho de nunca, se quer uma vez, fazer isso, porque isso não é humano! Não teve nada a ver com desempenho, mas é por que eu não me dobro e não me calo, e que fique claro, não acho que isso é uma virtude ou qualidade, mas desonestidade e falta de transparência também não é.

Como disse alguém que não lembro o nome "no fim, não se trata nem do lucro que você gera, mas sim do quanto podem te controlar e manipular".

É isso!

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