Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2010

Sozinha

Faz frio aqui, Desenhos inusitados na parede do quarto sombrio Assombram a realidade do momento Vazio. Fecho os olhos e procuro não pensar Uma lágrima escorre pela face Que ofusca o sorriso mórbido. Eu espero as horas serem consumidas pelo tempo Com uma música triste soando ao fundo Os segundos passam pesados Desnorteados por horizontes desconhecidos E ainda posso sentir o vento Que insiste em invadir em silêncio... Não há respostas nas estrelas E essa noite não tem luar Apenas o desespero que consome quieto e lento Vendo as horas passarem pela noite Sozinha...

Sem Palavras

Sem palavras pelas páginas em branco horizontes imersos num brilho fosco e contradições invertidas pelo lado oposto. As ruas cinzas não pertecem ao caminho e fogem de si mesma à procura de abrigo mas os passos lentos não levam a nada. Vozes perdidas, sonhos desfeitos... Pensamentos que aturdem na memória e trazem as lembranças que prefiro esquecer. Sem sentido vazio... não há razão para continuar nessa estrada se já não germinam as sementes do destino. Eu ainda queria as flores os jardins sedentos o calor do vento... Queria a história a poesia que ficou ausente o sorriso que corrompeu quando os olhos ferozmente se fecharam para a vida que corria dos meus dedos.

Poema triste

Eu escrevi um poema triste Que falava de amor... Sim dos amores impossíveis que rondam os povos da terra Palavras insanas jorravam pelas páginas em branco Sentimentos preenchiam cada linha freneticamente Sem sentido... As canções inundam meu quarto sórdido Pensamentos atônitos que me conduzem Ao desconhecido de mim mesma... Ainda chove lá fora E aqui dentro a noite é escura E fria Minhas mãos perdem o tato do teu rosto Já não posso sentir teus olhos Apagados na fotografia Eu procuro retorno nesses passos infinitos Perdidos no horizonte de mais uma noite Imersa em sentimentos obscuros E sonhos Que não voltam mais

Adeus

Amanhecia,enquanto o gosto das lagrimas ainda permanecia em meus lábios.E a dor que consumira minhas forças voltava com toda a força. Ele se fora e não havia nada que pudesse ser feito. O calor do seu corpo,o cheiro,o sorriso que me acordava dos meus sonhos pela manhã era cruelmente subtituido pelo vazio que invadia e tomava cada antro que antes era inundado pelo amor que eu o devotava. Já não havia mais um corpo.Mesmo frio e sem vida,era a unica evidencia que restou do ser que mais amei em toda minha existência.Partiu pra sempre e me deixou aqui... Por muitas vezes nessas ultimas horas,desejei que a morte me levasse em seus braços,qualquer coisa pra não ter que viver sem a presença dele na minha vida.Tudo em vão! Eu o vi ser entregue ao pó,eu senti meu coração sendo massacrado dentro do peito,uma dor tão intensa que parecia que iria durar eternamente.Cada vez mais distante,cada vez mais doloroso... A terra cobria pouco a pouco o lugar onde o seu corpo adormeceria,eu ja não t

Ecos

E hoje tudo está em tons de cinza... O céu se abre para receber minha solidão e a natureza parece debochar dos meus olhos com seus ipês floridos de cor-de-rosa e amarelo... São os tons da primavera que já não tem cheiro e um dia tão bonito é quase uma afronta. Não adianta olhar em volta só existe um vazio de silêncio e dor. As lembranças são mais bonitas e mais amargas e o ar pesa em meus pulmões já não há saudades que preenchem e nem sonhos que permanecem. A vida se lamenta ante esses ecos sombrios e se despede em um adeus eterno.

Asas

"De que valem os sonhos, se não possuo asas?" (Sandra Ribeiro)

Sem Explicação

O vento sopra frio pela janela sinto o cheiro que vem dos ipês floridos fora de época... Será a primavera que chega mais cedo ou as flores dos jardins que anseiam por partir? Na vida não há mais explicação mesmo que insisto em seguir... Quero olhar para o horizonte apenas para ver o sol se pôr sem procurar vestígios do que ficou... As canções continuam aqui cantando a alegria que já não existe mais lembro daquele tempo em que tudo virava história e as palavras não eram apenas palavras perdidas como agora. No frio dessa noite cinza que desejo ter aqueles olhos e o sorriso que ficou na estação passada...